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Há 18 anos, CEFET-MG forma técnicos em Equip. Biomédicos

Mon May 08 11:00:00 BRT 2017

“O curso técnico em Equipamentos Biomédicos nos ajuda, ainda que indiretamente, a salvar vidas. Não adianta um médico estar em uma sala de cirurgia se um aparelho que ele irá utilizar estiver com problema. Poder auxiliar, nesse sentido, me deixa muito satisfeita”. É dessa forma que Carolina Rodrigues de Morais, que se formou em 2008 no CEFET-MG, descreve a paixão pelo ofício que escolheu.

Desde 1999, a Instituição oferta o curso Técnico em Equipamentos Biomédicos que, até 2007, se chamava Artífice em Equipamentos Médicos Hospitalares. Atualmente, ele é ofertado no campus I, Belo Horizonte, na modalidade Integrado, em que o estudante cursa o ensino médio e o técnico ao mesmo tempo.

Segundo o coordenador, prof. Márcio Melquíades, quem pretende fazer o curso precisa gostar de “física, especialmente de eletricidade, de matemática e ter interesses na solução de problemas práticos”. Durante o curso, há uma base sólida de formação em fisiologia humana, circuitos elétricos, eletrônica, sensores e transdutores, e de operação de equipamentos de banca.

O aluno que escolhe fazer Equipamentos Biomédicos no CEFET-MG irá contar com uma infraestrutura de laboratórios com diversos equipamentos eletrônicos e médicos e com aulas teóricas e práticas, ofertadas por um corpo docente formado por doutores e mestres. “Utilizamos uma metodologia de ensino baseada no desenvolvimento de projetos. Isto faz o aluno se envolver em atividades práticas, que englobam o conhecimento das disciplinas por ele aprendidas, permitindo o desenvolvimento de habilidades e de hábitos de aprendizagem contínuo, focado na solução de problemas”, argumenta o prof. Márcio.

No mercado de trabalho, o egresso pode trabalhar com manutenção e calibração de equipamentos médico-hospitalares, gestão de equipamentos, tanto na compra de insumos quanto no controle de depreciação por meio de manutenções preventivas, elaboração de manuais de manutenção e calibração com base em normas técnicas etc., podendo atuar em indústrias de manutenção de equipamentos hospitalares e em empresas de comercialização de equipamentos biomédicos. “Porém, a tendência maior é que hospitais, indústrias e prestadores de serviços priorizem a contratação do técnico em Equipamentos Biomédicos”, complementa o coordenador do curso.

Mercado promissor

A técnica em Equipamentos Biomédicos Carolina Rodrigues formou no CEFET-MG em 2008 e, entre a conclusão do curso e o ingresso no mercado, teve férias de um fim de semana. Durante seis anos de atuação na área, passou por seis oportunidades de trabalho.

“Lembro que formei numa sexta-feira, em 2008, e na segunda já havia conseguido estágio na MDS Médica, onde eu trabalhei com manutenção de cabos e sensores dos equipamentos, por não ter muita experiência. Com o fim do estágio, fui contratada como técnica e passei a trabalhar com equipamentos de CTI e bloco cirúrgico.”

Carolina ficou na empresa durante um ano, de 2008 a 2009, e só saiu por ter recebido uma proposta melhor na empresa Biosan, que trabalha com análises clínicas, onde foi supervisora de equipe técnica. “Como eu tinha que viajar muito na função de gerência, decidi sair.” No mês seguinte, já estava empregada na Alpi Medic, onde voltou à bancada como técnica em Equipamentos Biomédicos. “A equipe era reduzida, tinha que me desdobrar, ficava praticamente sozinha, mas foi um período em que aprendi muito.”

Após dois anos na Alpi, Carolina foi convidada a trabalhar na Vitae Tecnologia em Medicina, onde também ficou por dois anos, até 2013, e só saiu porque recebeu uma proposta para ser professora no Senai de Ibirité, ganhando o dobro e cumprindo metade da carga horária de seu trabalho anterior. Ficou pouco tempo devido à distância de sua casa e aos riscos diários das rodovias. Como cursava Engenharia Elétrica, nessa época, preferiu se afastar temporariamente do seu trabalho como técnica. E, em 2016, ela estava de volta à área, na Schölly Latin America, onde trabalhou com equipamentos de cirurgias minimamente invasivas. Ficou lá até janeiro deste ano.

Com o seu sucesso profissional, Carolina ainda dá dicas aos formandos para as entrevistas de seleção. “É preciso provar que o curso é diferente do técnico em Eletrônica, por exemplo, por isso eu respondo que sou o profissional especializado para o que eles precisam, que, quando você está com dor no coração, não deve procurar um clínico geral, mas um cardiologista”, finaliza.

Carolina ainda está no CEFET-MG, mas como aluna do curso superior em Administração e pretende, no futuro, utilizar as habilidades técnicas das duas áreas para gerenciar uma empresa de Equipamentos Biomédicos.

 

Secretaria de Comunicação Social/CEFET-MG

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