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CEFET-MG vai adotar ações de prevenção ao uso de drogas

Thu Apr 20 15:18:00 BRT 2017

Na segunda-feira (17), a Direção Geral do CEFET-MG se reuniu para discutir as ações de controle e prevenção ao uso de drogas lícitas e ilícitas na Instituição. A reunião envolveu a Diretoria de Educação Profissional e Tecnológica (DEPT), a Secretaria de Política Estudantil (SPE), a Coordenação Pedagógica e a Diretoria do campus I. Segundo a diretora de Educação Profissional e Tecnológica, professora Carla Chamon, o trabalho tem sido realizado de forma conjunta entre os diversos setores por entender que o problema não deve ser entendido por apenas um ângulo. “Queremos ajudar o aluno a não enveredar por esse caminho”, afirma.

De acordo com o diretor geral do CEFET-MG, professor Flávio Santos, “vamos reforçar diversas ações de prevenção e combate ao uso, incluindo ações para garantir maior segurança nos campi. Faremos uma abordagem pedagógica coerente com a de uma instituição educacional. Sendo o CEFET-MG uma instituição federal, havendo eventuais casos mais graves a Polícia Federal poderá auxiliar, como tem feito historicamente”.

Psicóloga da SPE, Érica Barezani conta que um dos grandes desafios é combater a ideia de que algumas drogas, principalmente as lícitas como o álcool, não fazem mal. “No caso de estudantes do ensino técnico, estamos falando de adolescentes, cujo sistema nervoso ainda está em formação e desenvolvimento”. A psicóloga cita estudos que apontam para déficits de aprendizado e cognição com o uso prolongado de drogas: “Existe um senso comum de que bebida, por ser liberada, não faz mal. No entanto, você só vai perceber o prejuízo disso a longo prazo, quando se desenvolvem casos de alcoolismo e o tratamento já é mais difícil”. Para Érica, o uso começa muitas vezes como forma de socialização ou para escapar das pressões dos meios acadêmico e familiar. “É uma forma de o aluno lidar com problemas que ele não consegue resolver de outra forma”. Por isso, acompanhar estes estudantes é fundamental, pois ajuda a entender as dificuldades com as quais eles lidam, como é a sua situação familiar, entre outros aspectos.

Tanto Érica quanto o diretor do campus I, professor Gilmer Jacinto Peres, concordam que o uso traz impactos no aprendizado e na rotina dos estudantes. “O primeiro impacto é que, se o aluno está fora da sala de aula, ele deixa de aprender. Se faz isso para usar bebidas ou drogas ilícitas, há implicações maiores, que inclusive ultrapassam o acadêmico – ele tem prejuízos em seu corpo, na sua saúde”, afirma Gilmer. A SPE e o Serviço Médico Odontológico e de Enfermagem do CEFET-MG (Smode) têm recebido os casos pontuais e acompanhado os alunos, chamando as famílias para reuniões. Os setores também têm realizado campanhas de conscientização e conversas com os estudantes.

Além dessas ações, várias outras estão sendo planejadas como: reforço na identificação dos estudantes, servidores e visitantes nas portarias da Unidade; aperfeiçoamento do registro de frequência dos alunos em sala de aula, relatando as situações incomuns que interfiram no desempenho acadêmico; realização de reuniões com a comunidade; e a emissão de um ofício aos comerciantes da região sobre a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Há também um projeto de atualização do regimento discente. Segundo Carla Chamon, “o trabalho será feito para que o aluno entenda as diferenças entre o espaço privado e o espaço público e escolar”.

Alcoolismo em debate

Há três anos, o Serviço Médico Odontológico e de Enfermagem, em parceria com o Departamento de Educação Física, vêm realizando uma série de rodas de conversa com as turmas do primeiro ano do ensino técnico de nível médio no campus I. O objetivo é fazer um bate-papo entre os profissionais de saúde e os estudantes, esclarecendo os riscos e por que não é adequado o uso de álcool nessa idade. Segundo a assistente social Salete Guimarães, as conversas destacam técnicas de primeiros socorros e orientam os alunos a não assumirem sozinhos a responsabilidade de lidar com o abuso de álcool. “Pedimos sempre que, quando presenciarem uma pessoa com sintomas do uso abusivo de bebidas, procurem o Smode ou a diretoria do campus”, destaca Salete. As informações têm sido repassadas para as Unidades do interior e a expectativa é que elas também realizem programas semelhantes.

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Secretaria de Comunicação Social / CEFET-MG

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