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  • Doutorado em Engenharia Civil divulga edital para alunos regulares

    Doutorado em Engenharia Civil divulga edital para alunos regulares

    Esta será a primeira seleção do doutorado em Engenharia Civil, aprovado no fim de 2016 pela Capes; cinco vagas são ofertadas

    As inscrições para seleção de alunos regulares para o curso de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil do CEFET-MG (PPGEC) estão abertas de 27 de março a 7 de abril. São ofertadas cinco vagas ao todo. As inscrições vão ser realizadas pelo sistema acadêmico SIGAA do CEFET-MG. Esse é o primeiro edital de seleção depois da aprovação do curso pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no final de 2016.

    “A chancela concedida pela CAPES, através  de seu rígido sistema de avaliação, reflete o reconhecimento pela excelência das pesquisas desenvolvidas pelo Programa. Trata-se de um marco importante que surgiu a partir da implementação do curso de mestrado em Engenharia Civil que completa dez anos em atividade. O doutorado que se inicia permitirá a intensificação das atividades de pesquisa nas áreas abordadas  pelos pesquisadores”, destaca o diretor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Conrado Rodrigues.

    A seleção vai se dar em duas etapas: 1ª) análise do projeto de pesquisa e da documentação exigida no ato da inscrição; 2ª) entrevista para verificar o domínio do candidato com relação ao tema do projeto de pesquisa proposto, a capacidade de desenvolver pesquisa nas linhas de pesquisa do Programa e o grau de disponibilidade para o curso. O resultado final será divulgado em 28 de abril.

    As aulas serão no campus II (Unidade Belo Horizonte), na Avenida Amazonas, 7.675, bairro Gameleira.

    Confira o Edital n. 015/2017 (republicado com correções)
    Anexo I – Modelo carta de recomendação
    Anexo II – Modelo carta de aceite de orientação
    Anexo III – Modelo projeto de pesquisa

     


    Secretaria de Comunicação Social/CEFET-MG

  • “Todos têm a ganhar com a chegada de pessoas com deficiência ao CEFET-MG”

    “Todos têm a ganhar com a chegada de pessoas com deficiência ao CEFET-MG”

    Adriana Venuto, coordenadora do Napne, fala sobre os desafios no ensino de alunos com necessidades específicas

    No final de 2016, o governo federal sancionou a Lei nº 13.409 , que dispõe sobre a reserva de vagas para pessoas com deficiência nos cursos técnicos de nível médio e superior das instituições federais de ensino. A nova lei altera a de nº 12.711, a chamada Lei de Cotas, que prevê que pessoas autodeclaradas pretas, pardas e indígenas têm direito à reserva de vagas, proporcional à população desses grupos nos estados brasileiros, além de cotas para estudantes de escolas públicas e oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo.

    Com a mudança, a expectativa é que as instituições de ensino tenham que se adaptar para receber seus novos estudantes. Para entender os desafios no ensino de pessoas com deficiência, conversamos com a professora da Unidade Contagem, Adriana Venuto. Adriana é doutora em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais e coordenadora do Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE), grupo da Coordenação Geral de Relações Étnico-Raciais, Inclusão e Diversidades (CGRID) do CEFET-MG.

    O que as mudanças provocadas pela Lei nº 13.409/2016 representam no acesso das pessoas com deficiência à educação?

    A lei traz uma certa tranquilidade para o aluno com deficiência. Ao concorrer em um processo seletivo, ele pode se preparar sabendo que haverá um atendimento especial na realização da prova. Ele pode saber que a instituição de certa forma o espera, já que a reserva de vagas pressupõe que há uma grande chance de que um candidato com algum tipo de especificidade entre na Instituição.

    Isso é algo que tenho conversado com nossos alunos do CEFET-MG. Muitas vezes, o aluno com especificidades educacionais não concorre com igualdade quando não há cota. Pode ser um aluno cuja interpretação de texto seja um pouco diferente da de um aluno que não tenha deficiência, ou um aluno com baixa visão... Sem a obrigação das instituições de ensino se adaptarem, esse aluno ainda não concorre em pé de igualdade.

    Quais são os maiores dificultadores atualmente para a inserção das pessoas com deficiência na educação?

    A dificuldade está em quase todos os níveis: começa já na acessibilidade arquitetônica – no CEFET-MG, as Unidades mais antigas ainda não estão completamente adaptadas para alunos com deficiência. Eu tenho visitado muitas delas unidades e a gente tem observado que pequenas alterações arquitetônicas precisam ser feitas, às vezes emergencialmente, para atender um aluno com deficiência que chega.

    Do ponto de vista da relação com o processo de aprendizado em si, em sala de aula, temos observado uma questão cultural: o professor tem uma certa reserva em lidar com esse aluno. Ele tem uma dificuldade de enxergar como ele vai desenvolver o seu trabalho pedagógico, uma vez que muitos desses professores estão recebendo pela primeira vez um aluno cego, ou um aluno autista, por exemplo. A maioria de nós nunca foi treinada para lidar em sala de aula com alunos que tenham alguma especificidade e algumas questões passam despercebidas. Por exemplo, um aluno surdo com uma intérprete em sala de aula precisa de um professor cuja exposição seja um pouco mais lenta. Um aluno com deficiência visual precisa que a letra no quadro ou no material impresso e digital seja ampliada. É difícil receber esse aluno, mas é perfeitamente possível recebê-lo e recebê-lo bem.

    Segundo dados da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, em Minas Gerais, 66% dos estudantes com deficiência estão matriculados em turmas regulares na educação básica. Qual a importância da inclusão desses alunos em turmas comuns?

    O benefício é duplo: tanto para o aluno com deficiência quanto para as instituições de ensino. O estudante está ali no exercício da sua cidadania: ele também tem direito ao espaço como qualquer cidadão, ainda mais no nosso caso, que somos uma instituição pública. Para as pessoas com deficiência, são vários os benefícios, começando pelo desenvolvimento das relações sociais e das relações afetivas. Vemos que a família desse aluno tem uma relação muito diferenciada com a instituição e estão muito felizes com a inserção do aluno. Eles também estão muitas vezes aprendendo a lidar com esse ambiente novo, que não é completamente adaptado sob todos os pontos de vista para os filhos deles – mães e pais chegam até nós muito preocupados, mas aqui vêem que esse menino amadurece. É uma criança que cresceu em condições especiais e agora é um adolescente, um adulto que está enfrentando outro tipo de situação. Além do crescimento intelectual, de cognição, de formação profissional, existe uma maior autonomia, principalmente para os que entram no ensino médio integrado. As famílias dizem que isso tem muito a ver com o fato de eles estarem em salas de aulas regulares.

    E nós ganhamos – professores, comunidade do CEFET-MG, colegas de sala – porque aprendemos a conviver com o diverso, e isso é o mais importante. Nós temos alunos que nunca tiveram a oportunidade de conviver com uma pessoa com deficiência. Esses alunos aprendem com essa pessoa; aprendem que são como qualquer outro colega de sala. Todos ganham com a chegada desses alunos no CEFET-MG.

    Como o Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE) atua no CEFET-MG? De que maneiras as pessoas com deficiência são inseridas na comunidade acadêmica?

    O NAPNE é um núcleo que faz essa ponte entre as famílias, o aluno e a comunidade cefetiana. A atuação é de forma muito pontual, caso a caso. Neste semestre, por exemplo, já nos reunimos com as famílias dos alunos que chegaram ao ensino técnico e nos reunimos com professores, para orientar as condutas básicas com relação a esses alunos. Temos alunos com baixa visão, com Síndrome de Asperger, alunos com baixa audição... Cada um apresenta novos desafios.

    Quais os desafios que o CEFET-MG ainda enfrenta na inclusão das pessoas com deficiência?

    O CEFET-MG tem desafios nos cursos técnicos que vão muito além dos desafios do ensino médio tradicional. O CEFET-MG prepara as pessoas para o mercado de trabalho. Isso implica que a preparação tem que ser pensada para que esse aluno com deficiência, qualquer que seja ela, tenha condições efetivas do exercício profissional.

    Cada aluno traz desafios específicos para os cursos em que eles estão inseridos. Temos, por exemplo, que repensar de que maneira os conteúdos – principalmente aulas de laboratório – serão adaptadas para alunos com deficiência visual e auditiva. É um desafio que se coloca diariamente para o professor da disciplina.

    Como nossa formação é profissional e técnico-científica, temos diferenças no processo de aprendizado. Nossos desafios são muito grandes justamente porque temos que pensar nesse aluno para além dos muros da escola: como ele estará na sociedade e no mercado de trabalho?

    Secretaria de Comunicação Social / CEFET-MG

  • Edital convoca alunos do técnico para resolução de pendências

    Edital convoca alunos do técnico para resolução de pendências

    Convocação é para matriculados a partir de 21 de janeiro de 2004 e que ainda precisam cumprir requisitos para concluir o curso técnico

     

    Tendo em vista o prazo estabelecido nas Normas Acadêmicas para integralização dos cursos da educação profissional técnica de nível médio, foi publicado no DOU do dia 13 de julho de 2016 o edital nº 84/16, que convoca os alunos matriculados a partir de 21 de janeiro de 2004 até 24 de janeiro de 2014 para regularização de sua situação acadêmica e conclusão do curso.

    O prazo para realização do estágio e das outras disciplinas curriculares pendentes, inclusive a participação no Seminário de Conclusão encerra-se em 31 de maio de 2019. Os casos de pedidos de dispensa, aproveitamento de experiências profissionais e outros serão analisados de acordo com os critérios estabelecidos pelas normas acadêmicas vigentes. Já os casos omissos na legislação serão avaliados pelo Conselho de Educação Profissional e Tecnológica.

    Os pedidos devem ser protocolados na Unidade em que o aluno está vinculado, conforme orientação do setor, departamento e/ou coordenação envolvido, e a não solicitação no prazo estipulado implica desistência e desligamento do CEFET-MG.

    Para conhecimento do teor dos documentos em sua íntegra, acesse a Resolução CEPE-11/16, do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, que aprova a convocação, e o edital nº84/16.
     



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